28 de Dezembro de 2009

 

NÃO SERÁ TEMPO DE NOS UNIRMOS???

Coloco de novo esta questão no seguimento de mais um ataque vil e perfeitamente despudorado contra a nossa Festa Brava, contra os aficionados, contra a Raça Brava de Lide (espécie que serve única e exclusivamente o espectáculo), contra o Cavalo Lusitano, contra cavaleiros, matadores e forcados, a coberto de uma pretensa protecção de menores contra a violência exercida sobre os animais e cujo visionamento das imagens os induziria à criminalidade e à violência! Que maior disparate!

Não podemos continuar a fingir que ignoramos estes pretensos defensores dos animais e da moral pública pois desta vez conseguiram, por pouco tempo e escassa eficácia esperamos, através de uma providência cautelar, que uma Juíza de um Tribunal de Lisboa, decretasse a proibição de a RTP transmitir no próximo domingo às 17h, a sua 44ª Corrida de Toiros em directo da Monumental Celestino Graça em Santarém.

Será que os miúdos que vão ás corridas de toiros acompanhados dos pais se tornam violentos? Será que o crime, a marginalidade, aumenta nos locais onde se dão corridas de toiros e entre os seus adeptos e praticantes? MENTIRA!!! Vejam-se os festivais de música onde é fácil encontrar muitos jovens e o que lá acontece ao nível do abuso de bebidas alcoólicas e de drogas. INDESMENTÍVEL!!!

Na realidade, temos de nos unir em torno da defesa da Festa Brava, dos seus valores éticos, sociais, culturais, religiosos, beneficentes, não esquecendo os económico-financeiros. A realização das corridas de toiros é suporte de inúmeras actividades de solidaridade social, a começar pelas Misericórdias e a terminar no apoio a entidades que acolhem crianças em risco, colectividades de cultura e recreio...

Mas, acima de tudo, milhares de famílias cujos rendimentos provém das receitas de bilheteira das corridas de toiros. O estrangulamento económico da Festa, que estes indivíduos ajudam a promover com e-mails contra as entidades que apoiam com patrocínios as corridas de toiros, e que nós aficionados deveriamos seguir como forma de retaliação pacífica inundando de e-mails as caixas de correio electrónico dessas entidades que retiram apoios á Festa Brava, poderá a curto prazo fazer com que mais famílias se vejam a braços com graves carências de toda a ordem.

Dos afixadores de publicidade, aos porteiros das praças, até ao empresário taurino, está um circuito complexo que depende da sobrevivência da Festa para sobreviver.

• Criadores de cavalos e de toiros bravos: sem as corridas de toiros, e não sendo rentável a criação do toiro de lide, a raça extinguir-se-à. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Trabalhadores rurais e assalariados. Deixarão de ter emprego por extinção da razão de ser do seu posto de trabalho. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Transportadores. Deixarão de ter emprego por extinção da razão de ser do seu posto de trabalho. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Cavaleiros: Deixarão de ter emprego por extinção da razão de ser do seu posto de trabalho. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Matadores de Toiros: Deixarão de ter emprego por extinção da razão de ser do seu posto de trabalho. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Forcados: Deixarão de poder honrar as suas raízes históricas e de mostrar o seu valor genuíno ao enfrentarem o toiro de caras e tudo o que representam de património hsitórico e etnográfico. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Outros artistas tauromáquicos: Deixarão de ter emprego por extinção da razão de ser do seu posto de trabalho. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Indústrias gráficas: Deixarão de ter tanto trabalho por extinção da publicidade às corridas de toiros e dos jornais e revistas da especialidade, e mandarão mais funcionários para o desemprego. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• Imprensa tauromáquica: Deixarão de dar emprego por extinção da razão de ser da sua existência. Responsáveis: os da ANIMAL e de outras associações conexas.

• E mais, muito mais...

Então, caro aficionado? Ainda acha que não é tempo de nos unirmos todos em defesa da Festa Brava? Vai continuar sentado e sem agir? Vai permitir que destrocem as nossas raízes? É TEMPO DE NOS UNIRMOS E DE NOS BATERMOS PELA NOSSA FESTA BRAVA!

06/06/2008

António Lúcio

publicado por Santos Vaz às 16:24

Comunicação no Congresso de Ciências Veterinárias [Proceedings of the Veterinary Sciences Congress, 2002], SPCV, Oeiras, 10-12 Out., pp. 207-209

 

 

 

Bem estar animal, aspectos relativos à produção e à utilização do touro de lide

Joaquim Grave

Estação Zootécnica Nacional, Vale de Santarém, 763-2000

 

Sumário

O «bem estar animal» relativo ao toiro de lide tem, necessariamente, de ser equacionado em duas fases da sua vida: a produção, que se relaciona com o tempo em que o animal permanece no campo e que podemos chamar a sua “vida privada”, que dura normalmente quatro anos e a sua utilização no espectáculo das corridas de toiros, razão fundamental e única da sua produção e que podemos chamar a sua “vida pública”, que dura aproximadamente vinte minutos.

 

Produção (criação) do toiro de lide

 

Por razões de ordem ética, comportamental e também de preservação de características absolutamente necessárias para uma boa funcionalidade no espectáculo a que se destina, procura-se que os animais permaneçam intocáveis até à sua lide em praça. A ética da lide exige que ele não tenha sido manipulado. O toiro deve estar puro de qualquer contacto e deve apresentar-se como um ser vivo preservado. Este isolamento apenas se altera por força dos tratamentos profiláticos, a que devem estar sujeitos, pelo menos uma vez por ano.

 

Se quanto a esta primeira fase, a produção, creio ser consensual a excelência do trato a que o toiro bravo é votado (sem paralelo entre os da sua espécie), o mesmo não acontece quanto à sua condição durante a utilização na corrida de toiros, naquilo a que vulgarmente chamamos a lide do toiro.

 

Utilização do toiro na corrida (lide)

 

O «bem estar animal» pode e deve ser definido e conhecido de um modo científico pondo de parte envolvimentos e considerações morais. O «bem estar animal» é um estado de completa saúde mental e física, onde o animal está em perfeita harmonia com o meio ambiente que o rodeia.

O facto de ser aficionado à festa dos toiros, nunca ofuscou a minha curiosidade sobre as questões éticas ligadas à relação homem/animal na tauromaquia e de considerá-las extremamente importantes. Seria de todo imprudente, que aqueles que conhecem a corrida não se preocupassem do estatuto ético do animal e deixassem o terreno desta reflexão, àqueles que a não conhecem. Em realidade, para se emitir uma opinião fundamentada sobre qualquer questão, neste caso um espectáculo, é necessário entendermos esse mesmo espectáculo. Os que à priori se negam ao seu entendimento, evocando um excesso de sensibilidade, podem presumir do que quiserem menos de entendimento. Poderão presumir se quiserem, de uma sensibilidade instintiva, primária, rudimentar, no fundo reflexa como a de um animal qualquer e reflectem mais depressa um déficit de sensibilidade do que, como afirmam, um excesso de sensibilidade.

Nesta intervenção, partirei do princípio que na corrida existe uma certa ética na relação homem/animal, ou por outras palavras, e contrariamente ao que afirmam os que a não conhecem, na corrida o toiro não é tratado como uma coisa, já que não se lhe pode fazer qualquer coisa indiscriminadamente. Existe uma dignidade intrínseca deste ser, que em tauromaquia se respeita, quer nas palavras, quer nos actos. Na prática, o respeito devido ao toiro reflecte-se de várias maneiras, entre as quais cito como exemplo, a definição de toiro como animal limpo e intocável e a regra de que nas sortes mais exigentes, o toiro deve investir a contra-querença, respeitando o princípio que o sofrimento que o animal se inflige, é de alguma maneira o efeito do seu próprio instinto ofensivo, da sua própria bravura. Quero com isto dizer que, a utilização do toiro de lide na corrida, repousa sobre a ideia que o animal que luta, enquanto seja um animal bravo, põe o valor intrínseco do seu combate por cima do seu próprio sofrimento – e é exactamente isto que o define como bravo.

Existe uma ética que chamaria de «contratualista», que trata de ajustar as nossas regras éticas face aos animais em função do tipo de relação que tenhamos contratado com eles. Não existe pois ética face ao animal em geral, uma vez que o animal representa dois sentidos completamente diferentes, e o homem mantém dois grandes tipos de relação possíveis com o animal. Na classe dos animais, devem equacionar-se dois grandes universos opostos um ao outro; um que não exige nenhuma atenção particular, uma vez que não estabelecemos com eles nenhuma forma de pacto – são os «animais selvagens» – e outro universo, com o qual mantemos trocas e portanto uma forma no mínimo implícita de direitos, que são os «animais domésticos».

A ética da domesticação esteve no fundamento de todas as grandes formas do Direito. O

Direito tradicional reconhece duas formas de seres, as pessoas (que são titulares de direitos, nomeadamente o da propriedade, mas que não podem elas mesmas ser possuídas ou vendidas) e as coisas (que não podem possuir, mas podem ser possuídas). O animal doméstico é como que um terceiro ser, nem pessoa nem coisa: como uma coisa, ele pode ser propriedade de alguém, mas ao contrário de uma coisa, não pode ser tratado de qualquer maneira e não podemos exercer sobre ele tratamentos cruéis.

Sabe-se que a questão de saber a qual das duas faunas (selvagem ou doméstica) pertenceria o toiro de lide foi de grande controvérsia em França, opondo aficionados e detractores das corridas. Na verdade, existe uma grande singularidade na relação homem/animal na corrida de toiros. O toiro é um animal de que o homem se apropriou. Além disso, ele serve um fim humano e a sua espécie só existe porque é utilizada pelo homem. Ele é o resultado (por selecção e controlo da reprodução) melhor adaptado ao fim a que se destina. Neste contexto, ele pode ser dito «doméstico» no sentido estrito da palavra. O paradoxo é que esta apropriação e esta utilização pelo homem, implica por outro lado, que ele seja criado preservando a sua rebeldia, a sua desconfiança e a sua agressividade, isto é, a sua hostilidade ao homem. É preciso torná-lo de certo modo, o mais doméstico possível (no duplo sentido da sua apropriação e da sua adaptação aos objectivos do homem) e, simultaneamente o menos doméstico possível (o mais rebelde possível ao homem, ou pelo menos o menos submisso possível). Tal é o paradoxo da bravura.

Vemos pois que todas as respostas às nossas questões da ética em relação ao animal e à da representação animal do toiro na corrida, que é o que está em causa, se apoiam num único conceito – a bravura. Toda a ética da corrida repousa pois sobre a ideia de bravura e, a sua legitimidade intelectual deve ser analisada sobre uma resposta simples a uma simples questão: «o que é o toiro?» O toiro de lide, o toiro bravo, não é nem uma coisa, nem uma pessoa, nem um animal doméstico, nem um animal selvagem, é um ser essencialmente bravo.

A ética do combate que pressupõe a lide, seria então modelada sobre o sentido desta

bravura. Deve tratar-se o animal de acordo com a sua natureza específica, combatê-lo como toiro de luta, como toiro bravo. Quando o detractor da corrida vê (ou imagina) uma corrida, ele vê um animal sofrendo, ele assiste a um drama patético: os homens divertem-se martirizando um ser sensível. Pelo contrário, quando um aficionado assiste a uma corrida, ele vê um toiro que combate. O toiro, não é para ele, um ser que sofre, mas um ser que naturalmente luta.

O animal em geral não existe, o que existe são espécies de seres vivos. O que existe, são vírus, mosquitos, cães,... toiros e homens. Daqui resulta uma moral. O toureiro, ou o aficionado, trata os mosquitos como mosquitos e não como seres vivos, nem como animais em geral; mas ele não trata o seu cão como um animal sofredor; ele trata o seu cão, animal familiar, como um animal familiar, e trata-o como deve, isto é, conforme ao que ele é por natureza e ao que ele é para ele, isto é, conforme a sua natureza de animal afectuoso e conforme às relações de afeição reciproca que ele deve ao animal familiar. Da mesma forma, ele trata o toiro de lide de acordo à sua própria natureza e ao que ele é para o homem, isto é, conforme a sua natureza de animal que luta. A ética tauromáquica é pois a seguinte: respeita-se a própria natureza do toiro combatendo-o, pois é um animal de combate: e na maneira como se combate, respeitam-se igualmente as relações singulares de amigo/inimigo que o homem tem para com ele.

O princípio subjacente a esta ética, é que o tratamento que o homem dá a cada espécie de ser vivo depende por um lado da relação, infinitamente variável, que ele pode estabelecer com cada uma delas e, por outro lado, pela natureza própria de cada ser. É uma espécie de ética aristotélica. Com efeito, o seu princípio é mais ou menos o seguinte: para cada ser, o seu bem supremo não é (pode não ser) simplesmente um estado passivo (o prazer em face à ausência de dor). O bem estar supremo pode residir numa actividade pela qual cada ser actualiza as suas potencialidades, pela qual realiza activamente a sua própria essência. É exactamente o que faz o toiro: sendo um ser por natureza bravo, ele realiza o seu grande bem lutando, ele realiza a sua natureza de lutador na luta, e ele realiza-se plenamente a ele próprio na corrida e pela corrida.

 

publicado por Santos Vaz às 16:24

26 de Dezembro de 2009

¿Por qué la Fiesta de los toros es un patrimonio inmaterial?

 

Por los avances tecnológicos del momento y por las dinámicas económicas vivimos en un mundo cada vez más globalizado. Pero -¡ojo!- globalización no significa neutralidad. Por el contrario una guerra ideológica, más o menos subterránea, infiltra todos los campos de la cultura. Y no cabe duda de que las referencias y los modelos de vida de los países del norte, especialmente anglosajones, están en vía de imponerse a los demás pueblos a través de sus numerosísimas producciones audiovisuales y sus potentes medios de comunicación. La corrida no tiene cabida en estas sensibilidades norteñas, sobre todo por el espectáculo de la muerte, y muchos quieren acabar con ella. Es la razón por la cual los aficionados hoy en día no pueden mantenerse en una actitud pasiva. Frente a sus adversarios empedernidos tienen la obligación de defender y justificar, pacíficamente pero con firmes argumentos, su amor por la Fiesta. Para ello se pueden apoyar sobre dos textos fundamentales, firmados por el conjunto de los países miembros de la Unesco: la Convención sobre la protección de la diversidad de las expresiones culturales (2005), que marca como única condición el respeto de la declaración universal de los derechos humanos, y la Convención para la salvaguardia del patrimonio cultural inmaterial de 2003.

Cuando uno lee este último texto queda impresionado, pues los cinco criterios enunciados en su artículo 2 para definir el patrimonio cultural inmaterial se aplican a la Fiesta de los toros. Evidentemente ésta forma parte de las artes del espectáculo. Incluso la corrida es el espectáculo vivo por esencia, ya que dentro de unas reglas y un marco definidos - los tercios, los espacios del ruedo y los minutos contados...- todo es efímero y casi todo imprevisible. Por eso la tauromaquia es un arte sublime, según reza la convocatoria para una cena de homenaje al joven Juan Belmonte, redactada por Valle Inclán, Pérez de Ayala y Sebastián Miranda en 1913. También entra dentro de los usos sociales, rituales y actos festivos. ¿Quién no percibe que el toreo encierra una liturgia abundante de gestos inspirados por la coreografía o las exigencias de un ritual: los brindis, el beso del matador a la taza de plata antes de iniciar la faena, los desplantes de cara al público al final de una serie de muletazos o a la muerte del toro...? Pero de manera más fundamental la tauromaquia recoge y hace revivir, adaptándolo a otros entornos y a nuevas sensibilidades, el antiguo fondo de la cultura mediterránea. Como la tragedia griega, la ópera italiana y las semanas santas es una puesta en escena de la muerte, o, mejor dicho, una sublimación de la muerte por el arte, una exaltación de la vida y del espíritu que han sabido triunfar, aunque sea durante unos minutos, de la fatalidad y del reino de las sombras. Representa y reinterpreta a su manera el eterno combate de Teseo con el Minotauro, la victoria de la humanidad sobre la animalidad, siempre cuando aquella haya aceptado previamente correr el riesgo de fundirse con ésta y de bajar con ella a los infiernos, del mismo modo que el toreo más bello y más emocionante es con las manos bajas y una quietud que casi parece abandono. Todo en el toreo, desde su desarrollo hasta su coreografía, está marcado por la fragilidad y el intento de superarla. Todo es una lucha desgarradora entre el ansia de eternidad y lo efímero. Esta lucha tan humana entre los extremos explica la belleza y la carga emocional que conllevan el temple, la ligazón y el arte de los remates. Sí, la muerte es el punto medular de la Fiesta, la cual sin ella se convertiría en un mero show, como el de Las Vegas. Pero no se trata solamente de la muerte del toro. El toreo mismo nos comunica, en sus más bellas luces y sombras, la evidencia de su mortalidad. Y para intentar inmortalizarlo cuando en realidad ha desaparecido nos queda la fuerza - mortal también- de lo que hemos vivido y sentido. Con el recuerdo y con las palabras procuramos superar la finitud de ese arte tan humano y entrañable, inventando para él, dentro de nuestros límites, un más allá espiritual.

Fuera del ruedo el mundo de los toros alimenta un abanico muy amplio de técnicas artesanales tradicionales cuya permanencia está subordinada a la vigencia de la Fiesta: la confección de los trajes, de los capotes de paseo y de todas las herramientas del toreo, el manejo de los caballos y de los bueyes en las dehesas, la técnica de los tentaderos. Asimismo el toreo alimenta un sinfín de tradiciones y expresiones orales, con su cortejo de términos técnicos, de dichos, de anécdotas que forman parte de la memoria colectiva de los aficionados. Tan es verdad que, como muy bien lo declaró el maestro Ángel Luis Bienvenida, «la torería son las conversaciones».

Teniendo en cuenta todos estos elementos, y para contrarrestar los intentos de abolición de los que no comparten nuestra sensibilidad, es hora de pensar en el proceso de reconocimiento de la Fiesta de los toros como patrimonio cultural inmaterial de la humanidad, al amparo de la Convención de la Unesco. Pero no debemos olvidar los pasos previos: es imprescindible que la tauromaquia esté reconocida como tal por las regiones, comunidades y países en los cuales queda vigente, y por lo tanto que esté inscrita en los inventarios correspondientes del patrimonio cultural inmaterial. De no ser así, el reconocimiento a nivel de la Unesco queda imposible. Para ello es necesaria una voluntad conjunta, en cada uno de los ocho países taurinos, por parte de las comunidades de aficionados y profesionales, por parte de los investigadores y expertos en el tema, y por parte de los políticos a los que tocará dar cabida a esta empresa ante las instituciones oficiales y competentes. El expediente que se elabore deberá en particular responder a estas preguntas principales: ¿qué significado cultural tiene este espectáculo con la muerte de un toro en un acto público, profundizando lo que he sugerido más arriba? Qué valores éticos y estéticos encierra nuestra Fiesta? ¿De qué modo es un factor de identificación y de autovaloración para las comunidades aficionadas, respetando la diversidad de sus sensibilidades?

Quisiera hacer hincapié en un punto clave a la luz de las preocupaciones de nuestro tiempo. Conviene mostrar en qué modo el mundo de los toros pone en práctica conocimientos y usos relacionados con la naturaleza y el universo, y contribuye de manera ejemplar al desarrollo sostenible. Existen unas evidencias de las cuales no parecen haberse percatado muchos ecologistas de las urbes: la Fiesta está basada sobre el respeto del toro, más propiamente de su animalidad cuyo conocimiento es indispensable para la lidia. ¿El malentendido con los animalistas, y con muchos ciudadanos, no radicará en que éstos quedan todavía fascinados por el mundo de Disney y quieren ver en cada gato, perro o vaca los rasgos de un niño bueno, un sustituto humano, ocultando su verdadera naturaleza de animal? Por otra parte el espectáculo taurino es la mejor oportunidad para la preservación de la cabaña brava, condenada inmediatamente al matadero el día en que se acaben las corridas. Al lado de los toros criados para la muerte en la plaza viven tranquilamente en las dehesas muchos más animales bravos, sacrificados igualmente en caso de abolición de la Fiesta: vacas de vientre y sementales. Sin olvidar que cada ganadería de bravo es un ecosistema excepcional en nuestra época, en donde conviven, en su paisaje protegido de la agricultura intensiva, innumerables especies de flora y fauna salvaje. Estoy convencido que para fomentar la afición de los jóvenes, tan sensibles al tema ecológico, lo primero y definitivo sería una visita al campo bravo.

Pregunto yo, ¿teniendo en cuenta todas estas razones, no merece la pena emprender esta tarea de reconocimiento de la Fiesta como patrimonio cultural inmaterial de la humanidad? Que el proceso será largo, bien lo sé. Pero puede haber un resultado inmediato y estimulante: que nosotros, los aficionados de los ocho países, reconozcamos y afirmemos la legitimidad de nuestra afición, seamos conscientes de los valores éticos y estéticos inherentes a la Fiesta, y compartamos por el hecho un sentimiento de hermandad.

 

 

FRANÇOIS ZUMBIEHL, jornal ABC, 16-12-09

publicado por Santos Vaz às 22:14

22 de Dezembro de 2009

 

El Partido Popular de Andalucía va a promover en el Parlamento Autonómico una Proposición No de Ley en defensa de las corridas de toros, como respuesta a la ILP antitaurina de Barcelona.

El presidente del PP andaluz, Javier Arenas, ha explicado que han tomado esta decisión "porque los toros significan cultura, tradición, fiesta, economía y empleo. Ahora una minoría intransigente ha protagonizado una última hazaña para cargarse la Fiesta".

Arenas manifestó su deseo de que el PSOE se sume a esta iniciativa para proteger las corridas en Andalucía. De momento la Junta de Andalucía también ha querido salir en defensa del mundo del toro de una manera ‘didáctica'.

Según informa la Voz de Galicia, el presidente de la Junta de Andalucía, José Antonio Griñán, ha adelantado que el consejero de Gobernación Luis Pizarro va a invitar a los parlamentarios catalanes a que conozcan el mundo de los toros: "No solamente lo que es la fiesta, sino ir más allá. Que vean el proceso medioambientalmente significativo antes

de la corrida, como la dehesa, , la ganadería intensiva, la cría del toro de lidia...", finalizó.

 

in burladero.com 20/12/2009

publicado por Santos Vaz às 08:18

 

Las corridas de toros pueden tener los días contados en Cataluña. El Parlamento catalán admitió el viernes a trámite una iniciativa legislativa popular, suscrita por 180.000 ciudadanos, que solicita su prohibición. En la votación secreta los abolicionistas se impusieron por ocho votos de ventaja: 67 frente a 59. Esto es, ni todos los parlamentarios de CiU apoyaron la prohibición, ni todos los del PSC la rechazaron. Una muestra más de la pluralidad de la sociedad catalana.

El debate rehuyó, con tímidas excepciones, el argumentario cruzado entre nacionalismos opuestos, tan apasionadamente alentado por ciertos medios de comunicación. Los nacionalistas, mayoritariamente antitaurinos, negaron que su propósito fuera dar la puntilla a un símbolo de la unidad española, la fiesta nacional, que de hecho tiene presencia en Latinoamérica y en antiguos condados catalanes hoy bajo jurisdicción francesa.

Precisaron también que no pretenden desterrar el toreo por considerarlo una tradición foránea, habida cuenta de su antiguo arraigo en el territorio catalán.De forma que los razonamientos fueron presentados en forma atípicamente objetiva. En el tendido taurino destacaron las apelaciones a la tradición histórica (que arranca de las milenarias tauromaquias minoicas); al arte del toreo y su importancia cultural; al dinamismo económico inducido por el espectáculo, no sólo para la industria turística...

 

 

 

Como demonstra este editorial e tem sido patente no comportamento dos anti-taurinos da Catalunha, a luta contra a tauromaquia não tem por objecto a protecção dos animais. Antes encombre uma secreta agenda ditada por outros interesses que nada têm a ver com a defesa dos animais.

Os partidos que lutam pelo fim das Corriddas de Touros, nem se atrevem a tocar no tema das largadas, pois sabem que esta forma de tauromaquia popular tem milhares de adeptos e faz parte da cultura e tradição de centenas de pueblos catalães e com isso iriam perder substâncial apoio popular.

Este tema na Catalunha é introduzido com um grito de liberdade em relação à união da Espanha. Sendo a Fiesta um simbolo de Espenha, esta luta não é mais do que um passo na direcção da independência catalã, nada tendo a ver com a tauromaquia em si.

La tribuna animalista se concentró en un único pero potente argumento: la condena del sufrimiento de los animales, y por ende la lucha contra la crueldad en su trato, como seña de identidad de una civilización respetuosa y compasiva.

Guste o disguste su resultado, y de todo hay en la sociedad española y entre los lectores de este periódico, el Parlamento catalán sintetizó bien los ejes de esta recurrente discusión. También es positivo que se haya atendido una iniciativa popular reglada, lo que, esta vez sí, combina adecuadamente los elementos participativos y parlamentarios de la democracia.

Pero ensombreció el asunto el carácter secreto de la votación, sólo explicable -pero no justificable- por la división interna de CiU y PSC. Cada palo debe aguantar su vela y actuar con coherencia. Si se prohíben las corridas no cabe indultar espectáculos tan cruentos como los ancestrales correbous, tradicionales en la Cataluña meridional. O todos, o ninguno.

publicado por Santos Vaz às 08:05

19 de Dezembro de 2009

No hay que imponer, hay que respetar, como nosotros respetamos a los promotores de la ILP"

"por tanto, también se respete a la minoría taurina".   David Pérez PSC

 

"es un debate por la libertad, no sobre los animales"

"es un debate parcial y politizado. Si hablamos del sufrimiento animal, no entiendo que no se hable de los correbous. Eso es hipocresía."

"No soy aficionado a los toros, pero sí a la libertad". Albert Rivera

 

De desaparecer este espectaculo, perderiamos millones de hectareas, miles de puestos de trabajo y los derechos de los aficionados se verían recortados". Rafael Lluna

 

 

publicado por Santos Vaz às 14:39

 

La vicepresidenta primera del Gobierno, María Teresa Fernández de la Vega, ha manifestado la posición del ejecutivo en relación con la Iniciativa Legislativa Popular de Barcelona en la rueda de prensa celebrada tras el Consejo de Ministros.

De la Vega ha asegurado que "las corridas de toros cuentan con un amplio respaldo en la sociedad", añadiendo además que "el Ejecutivo no es partidario de prohibir, sino de decidir en libertad".

Sin embargo, y pese a manifestar esa postura, la vicepresidenta ha explicado que "la decisión del Parlament se sitúa en el ámbito de las competencias de esa Cámara, por lo que el Gobierno respeta, como no puede ser de otra manera, esa decisión".

Sin embargo, De la Vega ha querido abrir una puerta a la esperanza. "Habrá que esperar el resultado de la tramitación", concluyó.

 

El Burladero. com 18/12/2009

publicado por Santos Vaz às 14:34

13 de Dezembro de 2009

 "Mercé, Barcelona y Libertad son tres palabras unidas por fuertes y antiguos vínculos. Desde que ya en el siglo XIII, con el impulso de Jaume I, los barceloneses Pere Nolasc y Raimon de Penyafort fundaron la orden mercedaria para redimir a los cautivos, Mercé, Barcelona y Libertad no han dejado de ir juntos y acordes.

Barcelona, ciudad libre, casa de hombres y mujeres libres, plaza de la tolerancia, del diálogo, del civismo, espacio para expresar libremente la diferencia y en el que quien respeta es respetado. La queremos así: viva, palpitante, en ebullición, capital de Catalunya, metrópoli europea, solar nuestro, ciudad abierta, ciudad de todos.

Las fiestas de la Mercé, eclosión de toda clase de actividades, catálogo inacabable de iniciativas populares al cual todos aportan su impulso festivo, han tenido este año nuevamente una feria taurina en la plaza Monumental con un programa de extraordinaria calidad digno de su categoría, que ha reunido a decenas de miles de personas en el histórico coso de Barcelona. Lo celebramos y queremos felicitar a la Empresa y a todos cuantos lo han hecho posible.

Conscientes de que la Fiesta de los toros está aquí en peligro si finalmente prospera la iniciativa legislativa que quiere imponer su prohibición, queremos hacer un llamamiento a todos los ciudadanos de Catalunya. No sólo a los aficionados, sino a todos sin excepción: taurinos, antitaurinos e indiferentes ante la Fiesta de los toros.

Queremos recordar a todos los catalanes que con la prohibición de la Fiesta de los toros lo que podría ser prohibido es una parte de libertad, es un espacio de libertad lo que todos perderíamos. Cada vez que la libertad de alguien se ve negada o limitada, la libertad de todos pierde peso, se debilita, se empequeñece.

Queremos recordarlo ante todo a nuestros representantes parlamentarios que han de tomar la decisión: no es sólo la realidad cultural, festiva, tradicional, económica y social de los toros lo que está en juego: es la misma libertad, es una fracción más de libertad, de la libertad de todos, que con su voto pueden borrar o no de nuestro entorno, y que todos nosotros aquí y ahora podemos perder.

Prohibir, un verbo que tantas veces nos ha llegado impuesto desde fuera, no es algo que nos avengamos a recibir en nuestra tradición ni en nuestra cultura hecha de tolerancia, respeto, pacto, inteligencia, entendimiento y sentido común y cordura.

¡Que las próximas Firas de la Mercé sean una gran fiesta barcelonesa: una auténtica Fira de y por la Libertad!".

publicado por Santos Vaz às 18:38

12 de Dezembro de 2009

A criação de touros bravos é um exemplo de sustentabilidade ambiental e de bem-estar animal. Os animais têm uma das maiores longevidades produtivas das raças bovinas e o menor encabeçamento (área por animal) de toda a bovinicultura. Exploram áreas pobres, que de outra forma estarias por utilizar, prevenindo incêndios e mantendo um dos ecossistemas agrícolas mais ecológicos e sustentáveis do mundo - o montado.

 

 

 

 

publicado por Santos Vaz às 08:45

08 de Dezembro de 2009

 

Sabe qual é a verdadeira diferença entre nós os dois? É que apesar de o sr. repetidamente me insultar com argumentos irrazoáveis e, para ser sincero, eu o considerar um energúmeno que não tem mais que fazer na vida, eu respeito a sua opinião e lutarei sempre para que, mesmo acéfalos e intolerante, pessoas como o sr. se possam expressar livremente. Ao contrário de si, ao contrário de vós anti-taurinos, que se consideram donos da verdade e, mesmo não tendo a mínima noção do que é um touro, pretendem impor a sua vontade e as suas escolhas da maneira mais totalitária possível. Qual ditadura cultural…

Se eu fosse um bovino e pudesse escolher, pode ter a certeza que escolheria ser um touro de lide, pois viveria em plena liberdade durante quatro ou cinco anos, com o menor encabeçamento de toda a bovinicultura e, as vacas da minha ganadaria, teriam uma das maiores longevidades produtivas vivendo imperturbadas e tranquilamente, uma vez mais, em plena liberdade.

Os circos de Roma foram criados por facciosos que pretendiam impor a “sua moral” e os seus “costumes”. Gente como o sr.

 

Cordialmente,

 

Pedro Santos Vaz

 

PS – Uma vez que nos considera tão bárbaros, agradecia que não visitasse mais o meu blog. Ele é escrito para quem pretende apreciar a tauromaquia, não para exibicionismos patéticos daqueles que são contra.

publicado por Santos Vaz às 09:13

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