30 de Maio de 2012

A livestock breed is a cultural asset that should nor be destroyed any rnore than an old tree, a historic building or a work of art.

 

A Colour Atlas of Livestock Breeds, Sambraus

publicado por Santos Vaz às 09:25

14 de Maio de 2012
Enfrascado junto a otro grupo de figuras en la reivindicación de sus derechos frente a las grandes empresas, El Juli ha pagado las consecuencias siendo excluido de los carteles de las primeras ferias de la temporada taurina. Dice encontrarse en su mejor momento profesional, pero no ha podido demostrarlo ni en Valencia ni en Sevilla, ni podrá hacerlo tampoco en San Isidro. Hoy torea en Valladolid, adonde llega después de cortar, anteayer, cuatro orejas y un rabo en Jerez.

– Parece como si cada tarde de su temporada se hubiera convertido en una especie de manifiesto, Julián.

– Las difíciles circunstancias que estoy viviendo, lejos de amilanarme, me han hecho ver el toreo desde otra perspectiva, una perspectiva mejor, para poder expresarme más intensamente en la plaza. Todos estos problemas me han hecho crecer como torero y le dan a cada una de mis actuaciones el verdadero sentido de este arte, el de vivirla como si fuera la última.

–La corrida de hoy en Valladolid es otra gran oportunidad en ese sentido, con un gran cartel y con la máxima expectación.

– Todos los días son buenos para expresarse, y este tiene matices especiales. La de Valladolid es una plaza importante y el cartel es redondo. Ojalá que el público pueda ver hoy lo que llevo dentro como torero.

–¿Está al tanto de la polémica creada por la publicación de las cifras de la subvención del Ayuntamiento a la feria y las del caché que cobraría la terna?

–No estoy al tanto, la verdad. Pero si es así, habría que explicar que el toreo es un mundo que genera ingresos a las empresas y a las ciudades, así como un buen número de impuestos y de puestos de trabajo. El torero es el motor de todo ello, el que genera todo ese movimiento, porque atrae el público a la taquilla. No tiene mucho sentido hablar y polemizar sobre el dinero de los toreros, porque no veo que se haga también con el de otros profesionales. Si lo ganamos es porque lo generamos.

–¿Cree que todas las reivindicaciones que las figuras han hecho este invierno se han entendido?

–No todas. Probablemente nosotros tengamos parte de culpa, pero también se ha tergiversado la información por intereses contrapuestos. Sea como sea, tenemos la conciencia muy tranquila, porque nuestra lucha es lícita: por nuestra libertad, por nuestra dignidad, nuestra imagen y nuestro destino. Había que parar una inercia de muchos años que no era buena para el espectáculo y de la que solo unos pocos se beneficiaban.

–Pero parece que sea usted solo quien esté pagando las consecuencias de esa lucha.

–Sé que lo que he perdido en el intento ya no lo voy a recuperar nunca. Pero si el día de mañana los toreros encuentran más respeto, a mí me compensará. Probablemente yo no me beneficie de todo eso, pero me daré por satisfecho si lo pueden hacer otros compañeros.

–¿Y no tiene la sensación de haberse quedado solo en la pelea?

–Las circunstancias me han señalado a mí especialmente, pero a estas alturas, con una posición tan estable como la que tengo, me preocupa menos. Me duele mucho más lo que se ha hecho con otros compañeros, especialmente con Miguel Ángel Perera, al que las empresas han avasallado muy injustamente.


publicado por Santos Vaz às 20:55

09 de Maio de 2012

Mitra representa uma divindade cuja referência mais antiga remonta ao II milénio a.C.. O culto surgiu na Índia tendo-se difundido pela Pérsia e mais tarde pelo Médio Oriente, sendo que a imagem central do Mitraísmo é a da “Tauroctonia”, ou seja, a representação do sacrifício ritual do touro sagrado.

Enquanto pastoreava nas montanhas, Mitra encontrou o touro primordial, que agarrou pelos cornos e montou, mas a besta com o seu galope selvagem fez com que ele caísse. Mitra continuou agarrado aos cornos do animal, tendo sido arrastado pelo touro bastante tempo, até que o animal ficou cansado. O deus agarrou-o então pelas patas traseiras e carregou-o aos ombros, levando-o vivo até à sua caverna. 

Quando chegou à caverna um corvo enviado pelo sol comunicou-lhe que deveria realizar o sacrifício. Mitra, segurando o touro, cravou-lhe a faca no flanco. Da coluna vertebral do touro saiu trigo e o seu sangue transformou-se em vinho. O seu sémen, recolhido e purificado pela lua, gerou todos os animais úteis ao homem.

A cena surge-nos numa caverna, sendo possivelmente a representação do cosmos, dado estarem presentes o sol e a lua.


 


publicado por Santos Vaz às 20:21

08 de Maio de 2012

Sou de uma esquerda que preza, acima de tudo, a liberdade e o respeito. Sou de uma esquerda que acha que não devemos ser todos iguais, não impõe padrões morais, não se acha superior, seja no plano moral, intelectual ou sentimental. Uma esquerda que preza a cultura e a autodeterminação. Uma esquerda que preserva as tradições porque acredita que elas traduzem a essência dos povos que as cultivam. Que é contra a proibição, apenas porque sim, e que luta pela liberdade de expressão e cultural, mesmo que não concorde com o que se diz ou com o que se defende. Sou de esquerda.
Sou aficionado porque acho magnífico que se seleccione um animal pelo seu comportamento. Pelo romantismo da festa, pela sua beleza austera que não nega a crueldade da vida. Porque me emociono quando um homem põe a vida em risco por amor a uma tradição e para criar algo belo.
Porque tenho esse direito.
Se me tentarem proibir, se me considerarem bárbaro ou intelectualmente inferior então não são da minha esquerda!

 

http://www.esquerda.net/opiniao/quando-touradas-forem-um-mito-urbano/23043

publicado por Santos Vaz às 23:29

“el toro bravo es una creación del hombre, es un privilegiado tratado con amor y cariño”

“Es un animal privilegiado, tratado con un inmenso amor desde que nace y hasta su lidia en el ruedo, aunque lo ignoren muchos animalistas”

“La plaza entra en una especie de trance y es muy conmovedor”

“se convierte en un rito que tiene algo de religión”

"Los toros tienen algo de verdad y muerte y nos lo va mostrando a través de las formas”

“Tengo absoluta seguridad de que la Fiesta va a sobrevivir a estos ataques, que también se dan ahora en mi país: hay más de 200 comunidades peruanas que celebran sus fiestas taurinas”

yo llevé a mis hijos (a la plaza) cuando eran pequeños y ninguno ha salido cruel, ni mucho menos, porque este es un espectáculo de creación de belleza como la poesía, la música y la novela”

“Es verdad que es una fiesta cruel, porque la verdad de la vida es cruel. Pero, ay, si se impusiera el vegetarianismo. Todo lo que tiene vida, incluidas las plantas, habría que respetarlo, y así terminaríamos los humanos alimentándonos con píldoras”

publicado por Santos Vaz às 09:22

06 de Maio de 2012

 

 

 

 Apesar de toda a campanha anti-taurina a I Corrida dos Bombeiros Voluntários de Barcelos foi um sucesso!

 

 

Contra os anti-taurinos, contra as manifestações, o vandalismo na praça e nos muros da cidade, contra os insultos nas redes sociais, contra o tempo que ameaçava chuva, contra a mudança de data que retirou a corrida das Festas das Cruzes, contra a indiferença daqueles que, mesmo sendo aficionados, não se manifestaram publicamente a favor do espectáculo, contra tudo isso, mas a favor da festa, da liberdade e da tradição, a I Corrida dos Bombeiros Voluntários de Barcelos foi uma realidade e um sucesso.

À semelhança do que aconteceu dezenas de vezes durante os últimos três séculos, voltou a haver uma corrida de toiros em Barcelos. Três quartos de lotação preenchida de uma praça que há poucos dias tinha sido vandalizada. Famílias inteiras reunidas neste dia da mãe, gerações juntas pelo gosto da Festa, que enfrentaram os impropérios de uma centena de manifestantes que insultavam todos aqueles que se dirigiam para a praça.

Foi uma corrida em clima de festa como é apanágio das terras do norte. Com grande afición muita emoção e um enorme carinho pelos artistas que supera a falta de cultura taurina de muitos espectadores.

Uma corrida que valeu pela lide do segundo toiro, a cargo de Ana Baptista, justamente premiada com o prémio em disputa para a melhor lide que, como não podia deixar de ser, era um belíssimo Galo de Barcelos. Uma lição de bem lidar, muitas vezes em terrenos de compromisso, sem nunca abdicar do classicismo que a caracteriza.

Premiado foi também Carlos Miguel dos Amadores de Alenquer pela pega ao quinto toiro da tarde, também ele lidado pela cavaleira de Salvaterra de Magos, desta feita de forma bem menos brilhante e com excessiva duração, mas ainda assim com alguns apontamentos de inegável valor.

Bastinhas passou por Barcelos sem a alegria que lhe é tão característica e que continua a fazer dele um dos cavaleiros mais queridos da afición nortenha. Duas lides sem história, em que se limitou a cumprir. Se no primeiro toiro, que destruiu um burladero logo à saída dos curros, não teve colaborador o segundo do seu lote era lidável, apesar do excesso de capote com que foi recebido. O público merecia certamente mais.

Marcos Tenório entusiasmou o público barcelense, lidando com alegria e entrega. Em ambos os toiros abusou do número de ferros cravados, pecando por excesso ainda que para satisfazer os pedidos do público. De salientar o par de bandarilhas cravado ao terceiro da tarde.

Cumpriram os homens das jaquetas de ramagens, com destaque para a premiada pega ao quinto da tarde e a pega ao sexto executada por Edgar Gracioso dos Amadores de Coimbra.

A I Corrida dos Bombeiros Voluntários de Barcelos foi um sucesso, já estamos à espera da segunda.

 

Também publicado em www.taurodromo.com

 

http://www.taurodromo.com/cronicas/6039/houve-toiros-em-barcelos.aspx

publicado por Santos Vaz às 22:27

05 de Maio de 2012

¿Quién paga la casa del toro y su familia? ¿Quién paga ese promedio de 2 hectáreas por cabeza (que comparada con los 10 metros cuadrados por cabeza que en promedio se destinan a las reses de engorde, hacen del toro un rey viviendo en un palacio)? ¿Cómo se le llama a quien le proporciona bienestar vital a cientos de miles de animales, respetando su ciclo natural de 4 años? ¿Cómo le explicarán al toro y a su familia que le quieren quitar los privilegios vitales, por no entender o no querer entender los últimos 15 minutos de los 4 años de la vida del 6% de los toros, que saltan al ruedo mientras el 94% restante de las reses bravas, viven como se aprecia en la foto? Preguntas a las que responderán con lo mismo, con el no entendimiento de los 15 minutos del ruedo, y en despecho al 94% de reses bravas que viven bien, pero que no merecen mención ni compasión por parte de los enemigos de la Fiesta.

 

in A que consigo 1,000,000 de personas que si les gustan las corridas de toros

publicado por Santos Vaz às 21:58

A realização de uma corrida de toiros em Barcelos tem dado origem a diversas manifestações a favor e contra a tauromaquia. Para além dos comunicados mais formais, as redes sociais têm sido palco de troca de argumentos e acusações, por vezes de forma muito pouco correcta. Os anti-taurinos têm também espalhado cartazes e faixas por toda a cidade e organizaram duas manifestações, uma no passado dia 15 de Abril e uma anunciada para o próximo dia 1 de Maio. Mais chocante foi o acto de vandalismo sobre a praça de toiros montada para o espetáculo. No dia da Liberdade a praça apareceu repleta de graffitis com frases contra a tauromaquia. Quem o fez teve que invadir uma propriedade privada, mostrando que ainda há muito “Abril” por cumprir e que liberdade e tolerância nem sempre andam lado a lado.

Num anterior artigo, já expliquei os motivos que me levam a defender a Festa Brava. No entanto, a bem da verdade histórica, sinto que devo refutar um dos argumentos mais utilizados pelos anti-taurinos. Dizem os opositores à realização da corrida que no Norte, e em particular em Barcelos, não há tradição tauromáquica, o que está longe de ter qualquer fundamento. Para além de Viana do Castelo e da Póvoa de Varzim, havia praças de toiros noutras localidades bem próximas, como Guimarães, com o curioso episódio deste tauródromo ter sido reconstruído após um incêndio pelo povo da cidade, em apenas 5 dias, para que ficasse pronto a tempo das Festas. Também no Porto existiram várias praças de toiros, inclusivamente uma em plena Boavista. Mas a tauromaquia nunca ficou restrita às localidades onde havia instalações próprias para o efeito. Qualquer terreiro ou largo servia para a realização de corridas, mais ou menos populares. Foi o que aconteceu em Barcelos por diversas ocasiões ao longo dos últimos séculos.

Dos diversos registos encontrados de corridas de toiros em Barcelos o mais antigo remonta a 27 de Setembro de 1733. Também a 10 de Fevereiro de 1735 houve “combate de touros, assistindo o Senado distribuindo prémios a todas as sortes”. Em 1785, nas celebrações do casamento dos infantes de Portugal e Espanha (os futuros reis D. João VI e D. Carlota Joaquina), houve “toiros e cavalhadas” e em Setembro de 1821, a propósito da estadia do Rei em Barcelos, os festejos contaram com “Touros, Máscaras e Baile”. No século XX são diversas as referências a corridas de toiros em Barcelos: nas Festas das Cruzes de 1912 realizou-se um “sensacional corrida de touros”, tendo o mesmo acontecido em 1931, da qual se encontra um documentário na UBI cinema, uma base de dados do cinema português. De então até aos nossos dias foram várias as touradas em Barcelos, tendo a última sido realizada em 2004.

Já por diversas vezes se tentou proibir a realização de corridas de toiros. O Papa Pio V tentou fazê-lo sem sucesso em 1567. Em 1836, durante o reinado de D. Maria II, as corridas de toiros foram proibidas, decisão que causou grande descontentamento popular e que, por isso mesmo, foi revogada logo na Páscoa do ano seguinte. Muitas outras vezes se tentou, por decreto, proibir a expressão desta festa popular. Apesar de tudo, a tauromaquia tem prevalecido. Mesmo a decisão que levou à proibição na Catalunha e que foi tão festejada pelos movimentos anti-taurinos internacionais, está prestes a ser revogada, revelando não ter sido mais do que um mero argumento na luta política independentista.

A discussão continuará, sendo aceitáveis muitos dos argumentos a favor e contra. O que não é aceitável é o insulto, o impropério, a violência e o vandalismo.

 

Artigo publicado no Jornal de Barcelos de dia 02.V.2012

publicado por Santos Vaz às 20:33

03 de Maio de 2012

Lourenço Marques (Mozambique), el 8 de noviembre de 1947

Debut en público: en la plaza de Lisboa (plaza de Campo Pequeno), en 1965. Junto a Antonio do Carmo y Joaquín Barroca.

Debut en Madrid: el 19 de marzo de 1970, junto a Manuel Linares y Rafel Sánchez Vázquez, con reses de El Jaral de Mira y El Pizarral.

Temporada 1970: 64 novilladas.

Alternativa: el 15 de ahosto de 1970 en la plaza de Sevilla (Real Maestranza). Padrino: Antonio Bienvenida. Testigo: Rafael Torres. Reses de Antonio Pérez Angoso.

Temporada 1973: 14 corridas.

Temporada 1974: 18 corridas. El 14 de abril confirma doctorado en Madrid.

Otros datos: cosecha grandes triunfos en la plaza de Maputo. Es uno de los mayores exponentes de la tauromaquia mozambiqueña. De nacionalidad portuguesa. Su padre trabajaba en una pastelería y su madre era ama de casa. Ricardo provenía de una familia pobre, fue desde pequeño aficionado a los toros por los que en su juventud abandona sus estudios de ingeniero agrónomo. Quedará en la historia por ser el primer torero negro. Al comienzo de su carrera se apodaba “El Africano”.

-

La leyenda del torero negro

Ya hace tiempo que la festividad de la Virgen de los Reyes, patrona de la capital hispalense, dejó de ser una de las citas más esperadas del calendario taurino. Sin embargo, merece la pena volver la mirada hacia atrás para recordar una de las tardes de glorias más singulares de la que hoy se cumple cuarenta años, pues tal día como hoy tomó la alternativa en la Real Maestranza de Sevilla Ricardo Paulo Chibanga, el primer matador de toros negro africano de la historia.

Si ya de por sí cuesta trabajo pensar que un matador de toros negro pudiera consagrase en la catedral del toreo hispalense, aún más trabajo cuesta imaginar cómo fue posible que Ricardo, oriundo de Mozambique, llegara a ser figura del toreo.

Todo comenzó un 8 de noviembre de 1947, día en el que nace el joven Ricardo Paulo Chibanga en Lorenço Marques (actual Maputo), ciudad que por aquel entonces era la capital de Mozambique. El joven africano se crió en el seno de una familia pobre. Su padre regentaba una pastelería, mientras que su madre aguardaba en casa ocupándose de sus siete hijos, de entre los cuales Ricardo ocupaba el cuarto puesto en la línea de sucesión.

Gracias a la poca distancia que separaba el coso taurino de la casa familiar de los Chibanga, Ricardo comenzaría su primer empleo a los nueve años de edad, el cual consistía en repartir publicidad de los carteles taurinos por los aledaños de la plaza de toros, así como también en la estación de trenes para captar la atención de los turista africanos que llegaban a Mozambique cada fin de semana.

Y fue de esta manera como se fue despertando en el joven africano su pasión por el mundo de los toros. Según contaba Isabel, la hermana mayor del torero, cada tarde cuando Ricardo terminaba de trabajar, regresaba a casa con un par de amigos con los que jugaba con un paño rojo y dos palos que él mismo había adornado con cintas, parodiando a las grandes figuras de la época, tales como Diamantino Vizeu y Manolo Do Santos.

Con el paso del tiempo, Ricardo se va integrando en el mundo taurino hasta que por fín, un apoderado portugués decide apadrinarlo con vistas a poner en marcha un espectáculo cómico en el que el joven africano fuera el protagonista. El joven Chibanga ve así una oportunidad para comenzar y decide aceptar, aunque poco a poco va demostrando que tiene hechuras de torero y que lo suyo va en serio.

Así fue como Ricardo consigue viajar hasta a Portugal en un avión de las Fuerzas Armadas portuguesas para que por fin se forme en una escuela de toreo en la localidad de Golegá. Allí el joven africano comienza una carrera apoteósica como novillero, llegando a participar en los años 68 y 69 en más de 70 novilladas. En ellas destacan sus salidas a hombros gracias a los numerosos trofeos que iría acumulando, tarde tras tarde, en cosos como los de Villafranca de Xiles, Santarem o Campo Pequenho.

Hasta que por fín, un nuevo empresario del mundo taurino sevillano pone los ojos en él, es entonces cuando Ricardo decide mudarse a Sevilla para trabajar bajo la atenta mirada de Manuel Carneiro, quien le ayuda a integrarse entre figuras de la época, como Rafael Torres y Paco Camino, con quienes solía entrenar en un pequeño solar que por aquel entonces se hayaba junto a lo que era el Cine Andalucía.

Es entonces cuando Chibanga comienza a aparecer en los carteles con el pseudónimo de “El africano”, título con el que le bautizó Antonio Maravilla en el año 67 en la Plaza de San Sebastián de los Reyes y que, sin duda Chibanga aceptaría con orgullo.

Y así fue como Ricardo se fue haciendo con un puesto entre los carteles de la época, hasta que por fín llegaría su gran día, pues el 15 de Agosto de 1971 Ricardo tomaría la alternativa en la Real Maestranza de Sevilla, después de que Antonio Bienvenida le cediera la muerte de un toro de 517 kilos de la res de Pérez Angosto y con Rafael Torres como testigo.

Según el propio Ricardo, la gracia de Dios estaba con él, por lo que preparó el mejor su traje, de blanco y oro. Sabía que Sevilla no era una plaza más, sino que toda su carrera dependería que lo que hiciera esa tarde, por lo que no podía haber margen de error. Según cuenta el propio Ricardo Chibanga “la oportunidad que tenía era única, habían venido muchas personas de Portugal para verme y yo no los podía defraudar, de modo que antes de salir a la plaza le recé a la Virgen de Fátima y a la Macarena para que todo saliera bien. Entonces Bienvenida me dijo: Ricardo, buena suerte, tú puedes ser torero, hay que luchar, hay sufrir, hay que pelear, pero estoy seguro que lo vas a hacer bien. Mucha suerte Ricardo. Me dio un abrazo y yo me emocioné. Y así fue, maté al toro de la primera estocada y corte una oreja, la única que se cortó esa tarde”.

Al día siguiente los periódicos de la época destacaban el buen hacer del mozambiqueño en el coso hispalense. El Correo de Andalucía citaba textualmente: “contento puede estar el nuevo matador de toros. Al de su alternativa le cortó la oreja, la única cortada esta tarde. Justa y merecida. Toreó, banderilleó, hizo una gran faena de muela y mató bien. Todo completo, todo sobrecargado de valentía y seguridad.”

A partir de esa tarde de gloria, el joven africano comienza a recorrer los ruedos de toda España codeándose con las grandes figuras de la época. Durante todo un año, el africano cosecha exitos en plazas como Barcelona, Madrid, San Sebastian y Sevilla. La fama de Ricardo se extiende hasta el punto que un año más tarde, repetiría cartel en el ruedo hispalense y de nuevo el día de la Virgen de los Reyes, esta vez acompañado de Rafael Torres y un joven Curro Romero que, sin duda, acaparaba toda la atención del momento.

Según el propio Curro Romero, “la tarde se presentaba calurosa y la gente acudía a la corrida atraídos por la excentricidad que causaba ver a un torero de raza negra, cosa que me preocupaba ya que no sabía nada acerca de Chibanga, no sabía si lo haría bien o mal”. Pero, una vez más, el torero africano dejaba buen sabor de boca entre los aficionados, y eso, a pesar de que esa tarde no hubo orejas.

Ya no cabía ninguna duda, Ricardo sabía torear, y lo hacía bien. Tal y como asegura su compañero Rafael Torres, “Ricardo no sólo sabía torear, sino que era un torero muy completo, pues era de los pocos que se atrevían a poner las banderillas”. Todo ello permitiría a Ricardo que se ganara la confianza, no sólo de sus compañeros, sino dentro de todo el ámbito taurino.

Conviene señalar, que por el color de su piel, Ricardo era un torero distinto a los demás, sin embargo nunca fue víctima de ataques racistas. Así mismo lo asegura el propio Chibanga, quien según dice, nunca llego a temer actitudes en su contra que le puedieran cerrar las puertas en un mundo a priori bastante reservado, y más aún en una ciudad como Sevilla con una idiosincracia un tanto clasista.

Tras los éxitos conquistados por toda España y Portugal, el africano comienza a probar suerte en países como México, Colombia, Macao, e incluso Francia, en donde casualmente conoce al pintor malagueño Pablo Picasso, gran aficionado a los toros, que casualmente había acudido a la plaza de Freijus para asistir a una corrida sin imaginar que se iba a encontrar con un torero negro. Según acredita Rafael Inglada, biógrafo oficial del pintor malagueño, a Picasso le impresionó bastante encontrarse con un torero negro, tras hacer el paseíllo el torero se acercó a este, quien a su vez lo saludó desde la barrera y más tarde invitaba al joven Chibanga a cenar con él y su mujer Jaqueline en el hotel donde se hospedaba. Esa misma noche, el pintor malagueño regalaría al joven Chibanga una de sus obras en agradecimiento por brindarle la muerte del toro.

Pero si había un país que Ricardo quería volver visitar, ese era el que le vio nacer, Mozambique, a donde regresó como matador de toros profesional en el mes de julio de 1973. La visita del joven torero a la Monumental de Lorenço Marques supuso todo un acontecimiento en el país. La plaza no sólo se abarrotó de mozambiqueños, sino que además llegaron muchos sudafricanos atraídos por la fama con la que se había hecho el joven matador de toros. Como cabía esperar, la tarde fue un éxito absoluto, y Ricardo salió a hombros por la puerta grande, siendo aclamado por las calles por sus paisanos.

Durante toda su carrera como matador de toros, Chibanga recibió varias cornadas que a punto estuvieron de quitarle la vida, de entre las que destaca la que recibió en el cuello mientras toreaba en la Monumental de Barcelona. Sin embargo, no sería un toro lo que le haría retirarse de los ruedos, sino los graves problemas de visión que le empezaría a afectar a partir del año 74, año en el que torearía oficialmente por última vez en la colonia portuguesa de Macao, en China. Tras ello, Ricardo decidió establecer su residencia en la localidad portuguesa de Golegá, para comenzar su carrera personal como empresario taurino. Ricardo decidió adquirir dos plazas de toros desmontables para organizar corridas de toros en aquellas localidades en las que no hay coso taurino, un negocio que le mantiene vivo y respetado en el mundo del torero, así lo asugura su compañero luso Vitor Mendes. Tanto es así, que incluso ya tiene una calle que lleva su nombre en la localidad en la que reside.

Hoy por hoy, a sus 75 años de edad, Ricardo es una persona plena, satisfecha, amigo de sus amigos, así lo asegura Rui Sousa, un forcado vecino de Golegá que se ha mantenido al lado de Ricardo desde sus comienzos en Portugal hasta la presente.

Puede que Ricardo no haya marcado un estilo, o una época, pero Ricardo Chibanga siempre será recordado en los anales de la tauromaquia por haber sido el primer matador de toros negro de la historia. © Juan Ramón de la Vega/El Correo de Andalucía, 15/08/2011.

 

 

in http://www.portaltaurino.net/enciclopedia/doku.php/ricardo_chibanga

publicado por Santos Vaz às 12:14

02 de Maio de 2012

"...En cualquier caso, como ocurre con los grandes toreros, la imagen y el recuerdo de la grave cornada al caballo de Rui Fernandes era inevitable. Sobre todo al conocer la noticia del fallecimiento del equino, y al ver las lágrimas desconsoladas del cavaleiro portugués. Porque cuando a un rejoneador se le muere un caballo, se va también, de alguna manera, una parte de él. Porque, se nos va un fiel compañero, el que siempre estuvo ahí dispuesto para salvar al rejoneador con torería del peligro. Y, por más que sea un animal, se sufre como si fuera un amigo o alguien de tu propia familia.

Y uno, que cruzó la Puerta del Príncipe a pie, y que entró en la Maestranza mirando hacia arriba, se fue de la misma manera, con los ojos puestos en el azul del cielo de Sevilla, recordando al caballo que vino desde México para dejar su sangre torera sobre el albero dorado de la plaza. Por eso, éste, mi humilde brindis va por ti Xelín, gloria del rejoneo, que estás ya en el paraíso torero y en olimpo de los elegidos.

Rafael Peralta Revuelta, ganadero y escritor"

 


publicado por Santos Vaz às 09:06

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