30 de Julho de 2012

As corridas de toiros voltaram à Trofa com um promissor cartel, em mais uma organização da empresa Toiros e Cultura na região Norte de Portugal, onde a Festa tende a recuperar o lugar que outrora teve e que, inexplicavelmente, perdeu nas últimas décadas. Um exemplo de afición e profissionalismo de uma empresa que tem apostado no Norte do país e que certamente colherá os frutos deste trabalho.

Luís RouxinolAna BaptistaDuarte Pinto e os forcados de Montemor e das Caldas da Rainha vieram à trofa enfrentar um bem apresentado curro deFrancisco Luís Caldeira e que na generalidade cumpriu bem. Com cerca de meia casa lotada, a praça de toiros montada junto à antiga estação de caminhos-de-ferro da Trofa acolheu um espectáculo interessante e quem vem provar que a Festa tem características especiais no Norte do país onde, como em poucos lugares, se acarinham os intervenientes.

A corrida começou sem banda, sem o brilhantismo que a música sempre acrescenta ao espectáculo. Não sendo intervenientes, os músicos contribuem para o sucesso de uma corrida, animam o público e permeiam os toureiros. Foi, por isso, mais triste o início do espetáculo.

Luís Rouxinol confirmou uma vez mais a excelente fase que atravessa. Bem montado e muito seguro o cavaleiro de Pegões somou mais um triunfo nesta temporada que marca um quarto de século da sua alternativa. Depois de uma alteração na saída dos toiros, por problemas no desembarque, Luís Rouxinol, começou a lide com dois compridos aos quais o toiro reagiu bem e que o fizeram fixar-se no seu oponente. Uma lide agradável perante um toiro que não podia ser mais colaborante, faltando apenas um pouco no momento da reunião, perseguindo e investindo sem fazer mal, mas também sem grande emoção.

No segundo do seu lote, já com música, Rouxinol animou o público, recriando-se nos cites e rematando as sortes de forma vistosa, mas teve que pisar os terrenos a um toiro com pouca investida. Cravou um grande ferro curto com a preciosa ajuda do Ulisses, o segundo, e dois violinos por dentro, junto a tábuas, terminado com o inevitável par de bandarilhas.

O sorteio dos toiros não foi favorável a Ana Baptista que teve o pior lote da terna. O primeiro estava visivelmente debilitado, tendo Ana tido o mérito de cravar quatro bons ferros curtos aos quais o toiro foi respondendo bem, dentro do que as suas condições físicas permitiam. O quinto da tarde era também o mais bonito e bem apresentado, mas foi o pior da tarde. Manso, sem investida e a procurar enquerençado junto a tábuas, permitiu que Ana Baptista simplesmente cumprisse. 

Duarte Pinto toureia de frente sem concessões e veio à Trofa prová-lo, provando também que não é preciso grandes floreados para entusiasmar um público que, pode até não perceber, mas apercebe-se quando as coisas são bem feitas e têm valor. Foram duas lides semelhantes, com o cavaleiro a não ser muito preciso na ferragem comprida, mas desforrando-se nos curtos. O primeiro toiro de Duarte Pinto estava marcado com o número sessenta e e proporcionou quatro grandes ferros curtos, sempre da mesma forma, com o cavaleiro a colocar o toiro, citando-o de longe, dando-lhe vantagem na investida, consentindo e cravando de alto a baixo.

Manteve-se fiel ao seu estilo do último da tarde, montado no Vigo conseguiu mais uma boa actuação, da qual se salientou o terceiro e o quarto ferro curto.

Os forcados de Montemor e das Caldas, que pegaram à noite os seis toiros da corrida da sua terra, não tiveram tarefa fácil perante os últimos “Caldeira” da tarde. Se os primeiros de cada lote foram pegados à primeira tentativa, as coisas complicaram-se no quinto e sexto da tarde, tendo os forcados de ambos os grupos passado por grandes dificuldades e consumando as pegas com as ajudas muito carregadas. 

 

 

também publicado em www.taurodromo.com

publicado por Santos Vaz às 17:18

23 de Julho de 2012

Es un culto ancestral

Es posible desplegar la mirada sobre un panorama más amplio para analizar la manera como se aborda la resolución del dilema mediante la prohibición. Esta perspectiva más amplia permite apreciar un cuadro inquietante.

Se trata de prohibir una manifestación cultural heredera de un antiguo culto presente por toda la cuenca del Mediterráneo — desde Egipto, pasando por Creta, hasta la península ibérica — con al menos tres mil quinientos años de testimonio arqueológico, tal vez el culto de mayor antigüedad que hoy sobrevive: un valioso fósil cultural viviente.

Podría considerarse tan valioso y respetable como las propias Sagradas Escrituras judeo-cristianas: ambos son vestigios de actividades sagradas y constituyen manifestaciones culturales de primer orden.

De manera que centrar la discusión en el concepto posmoderno de crueldad hacia los animales, desnudándolo de sus aspectos rituales esenciales, es ignorar deliberadamente su naturaleza esencial y distraer la atención sobre un aspecto fundamental. Quienes así lo hacen, delatan su poca comprensión de los fenómenos culturales.

Así mismo, la tauromaquia ya en un contexto moderno, podría ser catalogada como arte y como rito, donde se ensalzan ciertas cualidades, animales y humanas, y se llenan ciertas expectativas y ciertas necesidades de orden emocional y hasta espiritual; objetivamente, se trata de una forma de culto y así ha sido entendida por la Corte Constitucional.

Así que el análisis se debe enfocar sobre la libertad de culto: ¿Cuál es su límite? ¿Este debe extenderse como vara para medir las demás actividades que choquen con juicios de valor posmodernos? ¿Tiene un alcalde la facultad de prohibir un culto vía decreto, sobre la base de justificaciones más que endebles? ¿Hasta dónde estamos dispuestos a llegar en el recorte de las libertades fundamentales? Claro que hablamos de seres humanos…

Habría que examinar la legislación moderna sobre derechos animales, en la cual confieso mi ignorancia. Pero aún admitiendo la existencia de derechos para los animales, ¿deben ellos protegerse por encima de los derechos de las personas, aun cuando se trate de una minoría?

Álvaro Botero C. Filósofo

 

in fb de A que consigo 1,000,000 de personas que si les gustan las corridas de toros 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151118966249459&set=a.429120994458.217707.368802374458&type=1&theater

 

 

publicado por Santos Vaz às 13:35

19 de Julho de 2012

“No debemos avergonzarnos de nuestra afición por los toros: una fiesta que por tradición y por todo aquello que ha inspirado en el mundo de la cultura ha enriquecido extraordinariamente la vida de las gentes. Desde quienes han vibrado de emoción en los tendidos hasta los que nunca han visto una corrida y, sin embargo, han admirado las imágenes que ha podido inspirar en la poesía, la música, la pintura, la escultura o la danza.

Una buena faena es una fiesta llena de amor a los toros -algo que le costará mucho trabajo comprender a sus detractores y enemigos- pues el toro bravo existe en la medida en la que existen las corridas.

En los cosos de Cartagena de IndiasBucaramangaManizalesMedellínBogotá y Cali, así como en pequeñas plazas salpicadas por todo el país, se vive y celebra la gran fiesta de los toros desde hace más de un siglo. Esperemos que se pueda celebrar con la misma libertad de ahora en adelante”.

 

em carta dirijida ao alcaide de Bogotá

publicado por Santos Vaz às 08:23

09 de Julho de 2012

O cartel da Terceira Grande Corrida dos Caçadores do Norte prometia competição e novidade, criando elevadas expectativas aos aficionados que se deslocaram à Monumental da Póvoa de Varzim. Assim teria sido certamente se a terna de cavaleiros tivesse tido por oponentes uns castro com capacidade para transmitirem maior emoção. Sem ela não há sucessos rotundos e, mesmo quando estão muito bem, as prestações dos ginetes perdem brilho.

Pouco mais de um quarto de casa lotado, fruto provável da crise e de uma data demasiado precoce para uma praça que enche à custa de veraneantes e emigrantes que, normalmente, só chegam na segunda quinzena de Julho. A praça da Póvoa tem todas as condições para receber três ou quatro corridas por temporada, mas é no final de Julho e no mês de Agosto que a cidade recebe a maioria dos turistas que permitem encher as bancadas da sua monumental.

Os três jovens cavaleiros vieram ao Norte com vontade de afirmar a sua posição e demonstrar ao público o bom momento que atravessam.

Pedro Salvador mostrou valor e vontade, deixando uma boa série de curtos no seu primeiro toiro, dos quais se distinguiu o último. No seu segundo toiro, mais colaborante do que o que abriu praça, cravou dois bons ferros compridos entusiasmando o público nos curtos citando de longe e com o cavalo a fazer bonitas levadas. Fez bem em não ceder à vontade do público que lhe pedia mais um ferro ao último do seu lote. Prestação digna e com momentos de muito valor.

Moura Caetano está a atravessar um grande momento e dispõe de grandes recursos na sua quadra, sem dúvida uma das melhores dos cavaleiros nacionais da qual se destacam Aramis, Xispa e Temperamento. Com cites de praça a praça, aguentado a investida do toiro pecando apenas por algumas reuniões pouco cingidas, escutou música logo ao segundo ferro comprido cravado ao primeiro do seu lote. Uma boa séries de curtos, aguentando as investidas, cravando com valor e verdade e recriando-se no remate das sortes. Terminou a lide com um ferro de palmo que não acrescentou nada à lide, mas entusiasmou o público. No quinto toiro da tarde, Moura Caetano, recorreu às duas estrelas da sua quadra, Aramis e Temperamento. Com o primeiro voltou a brilhar nos compridos, citando de largo, ladeando para a direita, aguentando até ao limite, carregando e batendo no limite de modo a deixar o toiro em sorte. Apesar de o toiro não se entregar, Moura Caetano cravou uma boa série de curtos deixando excelente ambiente nas bancadas da praça poveira.

Duarte Pinto, fiel ao seu estilo clássico, deixou a marca do seu bom toureio na arena da praça minhota, tendo sido dele os melhores ferros da tarde cravados ao último dos “castros”. Se a lide do primeiro toiro do lote de Duarte Pinto não teve história, no último do seu lote Pinto lidou irrepreensivelmente e cravou cinco ferros curtos de grande valor montado no Vigo, o baio com ferro da Quinta de Lagoalva, que permitiu ao cavaleiro de Paço de Arcos colocar a emoção que faltava ao toiro.

Boa prestação dos forcados do Montijo e Alcochete que, à excepção do primeiro toiro consumaram as respectivas pegas à primeira tentativa.

Os castros cumpriram, não dificultaram, estavam bem apresentados e bonitos, no caso do primeiro e do quinto até gordos de mais, mas não transmitiram, não trouxeram emoção, condição essencial do toureiro. Se os tivessem feito a música tinha sido outra e a corrida podia ter sido um marco na temporada.

 

também publicado em taurodromo.com

 

 
 

 

 
 
 
publicado por Santos Vaz às 00:54

08 de Julho de 2012
 
 

 

 

 

 

 
 
 

 

 

publicado por Santos Vaz às 11:36

03 de Julho de 2012
Por Miguel Sousa Tavares

          Prossigamos na destruição do património público do país. Já vendemos o idioma e o cimento aos brasileiros, a electricidade aos chineses, os combustíveis, parte da banca, do Douro e da comunicação social aos angolanos, vamos vender a TAP aos colombianos ou espanhóis, o espaço aéreo a quem se verá, as minas aos canadianos, a construção naval a quem quiser, e até a água (a agua, meus senhores!) está na agenda. Mas até o pouco que resta, como património histórico, cultural, social e económico, está ameaçado — agora, não por excesso de liberalismo, mas por excesso de estupidez. Na semana que agora entra, o Bloco de Esquerda propõe-se fazer votar na Assembleia da República uma lei que, redigida de forma sibilina e cobarde, visa abrir caminho para a posterior proibição de touradas, circos com animais, caça e pesca desportiva. Para já, o projecto de lei diz pretender apenas "condicionar" o "apoio institucional ou a cedência de recursos públicos" à "não existência de actos que inflijam sofrimento físico ou psíquico, lesionem ou provoquem a morte do animal". Parece pouco, mas é imenso: "condiciona" (ou seja, proíbe) desde logo a cobertura televisiva da RTP às corridas de touros, as reportagens sobre caça ou pesca desportiva; proíbe a cedência de terrenos camarários para a instalação de circos com animais ou criação de zonas de caça ou de pesca municipais (a Câmara Municipal de Mora, por exemplo, já não poderá voltar a organizar o Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva, onde os peixes da Ribeira do Raia, coitadinhos, às vezes moncos; a de Benavente não poderá ceder terrenos para as corridas de lebres com galgos, onde, embora não morrendo, o "sofrimento psíquico" das lebres é, infelizmente, bem presumível; a de Mértola, cuja principal fonte de receita turística é a caça, vai ter de cessar todos os seus apoios à actividade que ainda mantém o concelho vivo uns quatro meses por ano); e etc., não há limites para a imaginação persecutória dos "amigos dos animais". Mas isto, como é evidente, é apenas um primeiro passo, ciclicamente ensaiado, e cujo fim é chegar à proibição, pura e simples, de tudo o que não entendem nem querem entender e que acham que lhes fica bem defender. Vou, portanto, repetir também a minha cíclica resposta: este lado padreco, Bairro Alto e urbano-esquerdista do Bloco de Esquerda é intragável. A fatal companhia dessa anémona política chamada "Os Verdes" (sempre a oeste das ordens do PCP e a leste de tudo o que interessa na política de Ambiente), é enjoativa. E a inevitável participação do grupelho 'fracturante' do PS, estremecendo de emoção de cada vez que se fala de mulheres, gays ou animais, sendo estágio obrigatório de ascensão política lá na agremiação, é desprezível. Todos irão fatalmente votar a favor de um projecto de lei que é verdadeiramente fascista na sua essência, culturalmente ignorante e ditatorial, centralizador e arrogante. Já sei: vou ser uma vez mais esmagado nos vossos blogues e Facebooks (Twitters, perdão), onde, à falta de melhores causas ou de coragem para outras, a vossa grande liberdade é perseguir a liberdade alheia. Mas, sabem que mais? Estou-me nas tintas para a vossa opinião. Tenho pena, apenas. Tenho pena de quem não entende a beleza de uma tourada ou o "silêncio poético e misterioso, um silêncio que estremece" do toureio de José Tomas ("El País"), de quem nunca cheirou a esteva e o orvalho de uma manhã de caça, de quem nunca perdeu horas sentado na margens de rio à espera que o peixe morda o anzol, de quem vai ao circo e não quer ver os leões do Paquito Cardinslli. Tenho pena, mas não posso fazer nada, que não isto: lutar para que não passem. 
publicado por Santos Vaz às 21:19

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