04 de Agosto de 2011

Decorreu sem grande história a primeira corrida da temporada poveira.

Mais de meia lotação preenchida por um público entusiasmado e vibrante, com o qual é fácil triunfar, mesmo sem desempenho que o justifique. Um público que aplaude e acarinha os toureiros, mas incapaz de distinguir uma lide de antologia de uma total tragédia.

António Telles abriu praça e não defraudou os mais exigentes, toureando de frente e cravando excelentes curtos, culminado com um palmo de grande nível. Destaque para o cavalo de saída, Xairel, de ferro Oliveira Martins, já é mais do que uma promessa, tendo habilidade e potencial para se tornar uma referência.

Luís Rouxinol teve que suar e dispor de toda a sua experiência e valor para conseguir cravar a ferragem da ordem a um toiro que desde o primeiro ferro se refugiava em tábuas e denotava grandes problemas de visão. Lide de grande esforço e labor de um cavaleiro que merecia outra sorte.

A João Cerejo tocou talvez o melhor toiro da tarde. Arrancando-se de qualquer parte, investia sem fazer mal e, caso fosse outro o seu adversário, poderia ter proporcionado um grande êxito. A sorte tem destas coisas e Cerejo não fez mais do que passar pela Póvoa, sem entusiasmar.

Sónia Matias tem na Póvoa o seu público, uma legião de fãs que com ela vibra, independentemente da qualidade da sua prestação. Esteve igual a si mesma deixando, como sempre, grande ambiente entre os aficionados nortenhos.

João Moura Caetano enfrentou algumas dificuldades de entendimento com o toiro que lhe tocou em sorte, um manso que lhe dificultou a vida. Ainda assim conseguiu uma lide agradável com bons momentos de toureio.

Triunfador de 2010, Duarte Pinto veio à Póvoa disposto a confirmar que a excelente lide de 2010 não tinha sido obra do acaso. Foram dele alguns dos melhores momentos da tarde e poderia ter encantado se desse mais vantagem a um toiro que, tal como o terceiro, se arrancava de qualquer lado. Montado no Visconde, citou de praça a praça, e cravou três ferros curtos de grande nível.

Tarde de desacerto para os forcados de Alcochete que, apesar de não terem tido sorte complicaram demasiado e enfrentaram grandes dificuldades, sobretudo no seu primeiro toiro, o mesmo que não permitiu a Rouxinol expor o seu toureio. Melhor estiveram os Amadores de Évora que brindaram o público com duas boas pegas, ao primeiro e terceiro toiros da tarde.

Ficou demonstrado que a aficion nortenha respira entusiasmo, mas que esta praça, a única no litoral norte do país em funcionamento, necessita de outro carinho na sua gestão e de muita preocupação na formação de um público que transpira espírito festivo e que pode bem suportar uma temporada com mais consistência e talvez mais um ou outro espectáculo com figuras de menor renome.

Seguem-se no tauródromo poveiro a tradicional corrida da RTP Norte, no dia 22 deste mês e, a 7 de Agosto, a corrida de homenagem ao emigrante.

publicado por Santos Vaz às 16:39

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